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Português

Um trecho que justifica o título atribuído ao texto é…

Não acredito na morte dos livros em papel.
Simplesmente porque o ato da leitura não é o mesmo quando feito em leitores digitais. Ler um livro em papel requer uma habilidade especial. A começar porque se leva, pelo menos, meia hora para entender minimamente um contexto. Além disso, há uma forte conexão física entre o leitor e o livro. Essa relação se altera no mundo virtual. Na internet, é comum que se busquem informações breves, para ser absorvidas num
menor tempo possível. Essa falta de profundidade não se deve apenas ao tipo de plataforma em questão, mas também ao tipo de conteúdo produzido para esse fim.
Há alguns fatores que, na minha opinião, permitem uma imersão mais profunda na leitura em papel. O primeiro deles é o próprio hábito. Em segundo lugar, a leitura significa mais do que simplesmente obter informação; representa a essência da alfabetização em seu significado amplo. Ou seja, a possibilidade de não apenas ler as palavras impressas no papel, mas entender o contexto, aprofundar-se nele, refletir e formar uma opinião. Os livros impressos exigem mais, intelectualmente, dos leitores.

Juergen Boos, Veja, 31/03/2010.

Um trecho que justifica o título atribuído ao texto é:

  1. Não acredito na morte dos livros em papel. (L. 1)
  2. Ler um livro em papel requer uma habilidade especial. (L. 3 e 4)
  3. … há uma forte conexão física entre o leitor e o livro. (L. 6 e 7)
  4. … a leitura significa mais do que simplesmente obter informação. (L. 15 e 16)
  5. Os livros impressos exigem mais, intelectualmente, dos leitores. (L. 21 e 22)

Para o autor do texto, a leitura em papel é diferente daquela realizada em leitores digitais, porque:

  1. Fornece um grande número de informações em curto espaço de tempo.
  2. Expõe o leitor a um processo de interação virtual com o contexto do livro.
  3. Prevê uma adaptação superficial e restrita aos conteúdos veiculados.
  4. Pressupõe um leitor humano, menos dotado de habilidades especiais para formar opiniões.
  5. Exige do leitor maior concentração e tempo para a interpretação do que lê.



Depreende-se desse fragmento que, para Mário Quintana…

A borboleta

Cada vez que o poeta cria uma borboleta, o leitor exclama: “Olha uma borboleta!” O crítico ajusta os nasóculos e, ante aquele pedaço esvoaçante de vida, murmura: - Ah!, sim, um lepidóptero…
Mário Quintana, Caderno H.

nasóculos = óculos sem hastes, ajustáveis ao nariz.

Depreende-se desse fragmento que, para Mário Quintana:

  1. A crítica de poesia é meticulosa e exata quando acolhe e valoriza uma imagem poética.
  2. Uma imagem poética logo se converte, na visão de um crítico, em um referente prosaico.
  3. O leitor e o poeta relacionam-se de maneira antagônica com o fenômeno poético.
  4. O poeta e o crítico sabem reconhecer a poesia de uma expressão como “pedaço esvoaçante de vida”.
  5. Palavras como “borboleta” ou “lepidóptero” mostram que há convergência entre as linguagens da ciência e da poesia.



Não há hoje a menor razão para que desconheçamos…

“Não há hoje a menor razão para que desconheçamos a importância da parte indígena na população do Brasil; e menos ainda para que,
apaixonados, [de]clamemos contra selvagens que por direito natural defendiam sua liberdade, independência e as terras que ocupavam… De mais, a terra é quem dá a nacionalidade a seus filhos; e dessa nacionalidade não são excluídos os que primeiro aqui nasceram antes dos seus conquistadores.”

Gonçalves de Magalhães, Os indígenas do Brasil
perante a História, 1860.

Este texto:

  1. Constituía o preâmbulo da lei do Império sobre a concessão da cidadania aos indígenas.
  2. Espelhava a opinião dominante na sociedade da época, que era favorável aos indígenas.
  3. Justificava a transformação dos indígenas em tema do romantismo brasileiro.
  4. Apresentava-se como ultrapassado, uma vez que os indígenas já haviam sido dizimados.
  5. Separava os indígenas da população brasileira, pois eles eram vistos como selvagens



Tendo em vista o conjunto de proposições e teses desenvolvidas…

Tendo em vista o conjunto de proposições e teses desenvolvidas em A cidade e as serras, pode-se concluir que é coerente com o universo ideológico dessa obra o que se afirma em:

  1. A personalidade não se desenvolve pelo simples acúmulo passivo de experiências, desprovido de empenho radical, nem, tampouco, pela simples erudição ou pelo privilégio.
  2. A atividade intelectual do indivíduo deve-se fazer acompanhar do labor produtivo do trabalho braçal, sem o que o homem se infelicita e desviriliza.
  3. O sentimento de integração a um mundo finalmente reconciliado, o sujeito só o alcança pela experiência avassaladora da paixão amorosa, vivida como devoção irracional e absoluta a outro ser.
  4. Elites nacionais autênticas são as que adotam, como norma de sua própria conduta, os usos e costumes do país profundo, constituído pelas populações pobres e distantes dos centros urbanos.
  5. Uma vida adulta equilibrada e bem desenvolvida em todos os seus aspectos implica a participação do indivíduo na política partidária, nas atividades religiosas e na produção literária.



E grita a piranha cor de palha, irritadíssima:
– Tenho dentes de navalha, e com um pulo de ida‐e‐volta resolvo a questão!…
– Exagero… – diz a arraia – eu durmo na areia, de ferrão a prumo, e sempre há um descuidoso que vem se espetar.
– Pois, amigas, – murmura o gimnoto*, mole, carregando a bateria – nem quero pensar no assunto: se eu soltar três pensamentos elétricos, bate‐poço, poço em volta, até vocês duas boiarão mortas…

Esse texto, extraído de Sagarana, de Guimarães Rosa,

  1. Antecipa o destino funesto do ex‐militar Cassiano Gomes e do marido traído Turíbio Todo, em “Duelo”, ao qual serve como epígrafe.
  2. Assemelha‐se ao caráter existencial da disputa entre Brilhante, Dansador e Rodapião na novela “Conversa de Bois”.
  3. Reúne as três figurações do protagonista da novela “A hora e vez de Augusto Matraga”, assim denominados: Augusto Estêves, Nhô Augusto e Augusto Matraga.
  4. Representa o misticismo e a atmosfera de feitiçaria que envolve o preto velho João Mangalô e sua desavença com o narrador‐personagem José, em “São Marcos”.
  5. Constitui uma das cantigas de “O burrinho Pedrês”, em que a sagacidade da boiada se sobressai à ignorância do burrinho.



O efeito de humor que se obtém no cartum decorre, principalmente…

Examine o cartum.

O efeito de humor que se obtém no cartum decorre, principalmente:

  1. Da expressão facial da personagem.
  2. Do uso de uma ferramenta fora de contexto.
  3. Da situação rotineira exposta pela imagem.
  4. Da ambiguidade presente na expressão “quebre a cara”.
  5. Do emprego de linguagem popular.



Por ser empregado tanto na linguagem formal quanto na linguagem informal…

Examine esta propaganda.

Por ser empregado tanto na linguagem formal quanto na
linguagem informal, o termo “legal” pode ser lido, no contexto
da propaganda, respectivamente, nos seguintes sentidos:

  1. Lícito e bom.
  2. Aceito e regulado.
  3. Requintado e excepcional.
  4. Viável e interessante.
  5. Jurídico e autorizado.



O efeito de humor presente no cartum decorre, principalmente…

Examine o cartum.

O efeito de humor presente no cartum decorre,
principalmente, da:

  1. Semelhança entre a língua de origem e a local.
  2. Falha de comunicação causada pelo uso do aparelho eletrônico.
  3. Falta de habilidade da personagem em operar o localizador geográfico.
  4. Discrepância entre situar-se geograficamente e dominar o idioma local.
  5. Incerteza sobre o nome do ponto turístico onde as personagens se encontram.



Artistas, costureiras, soldadores e desenhistas manejam ferro, madeira, isopor e tecido…

Artistas, costureiras, soldadores e desenhistas manejam ferro, madeira, isopor e tecido.

No galpão do boi Garantido, o do coração vermelho, todos se esmeram
(nunca usam o verbo caprichar) para preparar um
espetáculo que supere o do rival.

No ano passado, foi o Caprichoso, o da estrela azul, o ganhador da disputa de bois-bumbá do famoso Festival de Parintins, que todo final de junho atrai cerca de cem mil pessoas para a doce ilha situada na margem direita do rio Amazonas.

No curral da torcida caprichosa, “alegoristas”, passistas e percussionistas preferem não dizer que uma nova vitória está garantida. Dizem, sim, com todas as letras, que está assegurada.

As marcas lingüísticas e o modo de organização do discurso que caracterizam o texto são, respectivamente:

  1. Verbos no presente e no passado; descritivo-narrativo.
  2. Substantivos e adjetivos; descritivo-dissertativo.
  3. Substantivos; narrativo-dissertativo.
  4. Frases nominais; apenas narrativo.
  5. Adjetivos substantivados; apenas descritivo.

De acordo com o texto, a escolha das palavras “esmeram” (linha 3) e “assegurada” (linha 13) é motivada pelo:

  1. Despreparo dos habitantes de Parintins.
  2. Antagonismo entre os dois grupos.
  3. Desejo de falar difícil.
  4. Entrosamento entre as duas equipes.
  5. Sentido irônico contido nesses dois termos.



Artistas, costureiras, soldadores e desenhistas manejam ferro, madeira…

"Artistas, costureiras, soldadores e desenhistas manejam ferro, madeira, isopor e tecido.

No galpão do boi Garantido, o do coração vermelho, todos se esmeram (nunca usam o verbo caprichar) para preparar um espetáculo que supere o do rival.

No ano passado, foi o Caprichoso, o da estrela azul, o ganhador da disputa de bois-bumbá do famoso Festival de Parintins, que todo final de junho atrai cerca de cem mil pessoas para a doce ilha situada na margem direita do rio Amazonas.

No curral da torcida caprichosa, “alegoristas”, passistas e percussionistas preferem não dizer que uma nova vitória está garantida. Dizem, sim, com todas as letras, que está assegurada."

As marcas linguísticas e o modo de organização do discurso que caracterizam o texto são, respectivamente:

  1. Verbos no presente e no passado; descritivo-narrativo.
  2. Substantivos e adjetivos; descritivo-dissertativo.
  3. Substantivos; narrativo-dissertativo.
  4. Frases nominais; apenas narrativo.
  5. Adjetivos substantivados; apenas descritivo.

De acordo com o texto, a escolha das palavras “esmeram” (linha 3) e “assegurada” (linha 13) é motivada pelo:

  1. Despreparo dos habitantes de Parintins.
  2. Antagonismo entre os dois grupos.
  3. Desejo de falar difícil.
  4. Entrosamento entre as duas equipes.
  5. Sentido irônico contido nesses dois termos.



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